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Viver da venda direta: o exemplo da Cidália Ventura

A Cidália faz parte de um grupo de empresárias que se liga, todos os dias, via Facebook. Neste grupo, há partilha, entreajuda, motivação e um objetivo comum: o equilíbrio familiar através da criação do próprio negócio. Numa rápida viagem pelo grupo, percebemos facilmente que a Cidália é um dos membros mais ativos. Partilha vitórias, motiva as restantes mulheres, discute negócios, tudo com uma energia que é contagiante, mesmo por trás de um ecrã de computador.

Já falamos aqui sobre a venda direta e se esta é, efetivamente, uma alternativa de negócio. Professora de profissão, a Cidália prova-nos que sim, é possível, com muita determinação e vontade de mudar!


Nome: Cidália Ventura

Profissão: Mentora de Negócio MLM

Mãe de: 2

Como descobriste a venda direta e o que te levou à inscrição?

Num momento de grande depressão e de necessidade de ganhar mais dinheiro, procurei na internet algo que pudesse fazer para ganhar um extra a partir de casa, sem ter contacto com pessoas. Não queria ver nem conversar com ninguém.

Encontrei um anúncio que indicava o trabalho a partir de casa, usando o computador. Pensei “é isto, não tenho que sair de casa, nem ver ninguém”.

A resposta veio de uma representante da empresa. A minha resposta foi NÃO, acompanhada de todas as desculpas e mais alguma. No final referi que gostava imenso dos produtos, que já comprava e que não era o que eu procurava.

A parte final da minha resposta deu origem a novo mail, que me propunha, já que gostava e comprava, podia fazê-lo com o desconto, sem ter de fazer mais nada. Agradou-me a ideia e inscrevi-me na hora, adquirindo produtos que necessitava, de higiene diária. Durante algum tempo, assim foi: consumo próprio, até que, na escola, comecei a evidenciar o que usava e gostava, as encomendas começaram a surgir de forma natural (nunca tive jeito para vender…eheheheh) e comecei a vender imenso!

Inscrevi 3 pessoas, logo no início, exatamente porque não queria vender nada! Propus-lhes fazer o mesmo que eu, inscreviam-se e compravam, com desconto, o que era ótimo. Essas 3 pessoas não só compraram, como também venderam e isso deu-me um bónus em dinheiro, que eu desconhecia ser possível ganhar.

Primeiro achei que era algo estranho, sempre fui MUITO desconfiada. Depois percebi o motivo do bónus. A surpresa aconteceu e recebi na minha conta bancária esse valor. Relutante, mas já com curiosidade, acedi ir a uma reunião em Lisboa. Mudou tudo em mim e percebi que, afinal, aquilo era sério e podia ser a minha oportunidade de mudar o rumo da minha vida.

Quando tomaste a decisão de deixar o teu emprego para te dedicares à venda direta?

Tomei a decisão em 2014. Tornei-me assessora em janeiro de 2011, comecei a trabalhar no negócio a sério e com foco a partir de janeiro de 2012, subi quatro categorias num ano e, em dezembro de 2012, cheguei ao clube de diretores.

Em março de 2012, estava a iniciar o  meu auge. A escola já não era a escola que eu tinha abraçado com paixão há 20 anos. As recaídas (da depressão) eram constantes e era doloroso para mim continuar. Essa dor, que era imensa, fez-me trabalhar a 1000% no meu negócio: eu queria muito que se transformasse na minha única atividade.

Após 18 meses de baixa médica, regressei à escola, em 2014, e tive novamente um ataque de pânico, no dia em que me apresentei. Foi nesse dia que todas as dúvidas desapareceram e decidi que ia rescindir contrato. No dia 1 de setembro de 2014, todos os docentes regressam à escola para se apresentar.

Para mim foi o grito do Ipiranga: eu regressei à escola para assinar o meu contrato de rescisão. A minha melhor decisão dos últimos tempos.

Os teus filhos já eram crescidos quando começaste o teu projeto… Que impacto teve neles?

O mais novo ia fazer 12 e o mais velho tinha 16. Nos primeiros tempos, viram uma mãe com menos tempo ainda, a escola e o foco no negócio roubavam-me tempo para a família, algo a que já estavam habituados. Por outro lado, o orçamento financeiro melhorou substancialmente.

Quando rescindi contrato, ficaram assustados, mas rapidamente tranquilizaram, nada lhes faltava e eu tinha, finalmente, tempo para eles. Alguns momentos foram complicados (a nível de saúde familiar) e dei graças a Deus ter esta liberdade, pois permitiu-me acompanhar, apoiar, estar em casa, sem ter que dar satisfação ou pedir autorização.

Que conselhos deixas a quem quer experimentar o negócio de venda direta?

Apostar neste tipo de negócio é bastante trabalhoso e exige, ao início, muito trabalho, foco e disciplina. Não entres a pensar que o dinheiro cai do céu facilmente, nada disso. Conseguimos alcançar ganhos bem confortáveis, ilimitados, sim, mas de acordo com o trabalho que se desenvolve. No entanto é um trabalho muito compensador, aliciante e muito agradável. A liberdade que oferece não tem preço.

Escolhe uma equipa em que te identifiques com o líder, que seja um líder que te apoie, ensine, forneça ferramentas de trabalho e formação. Escolhe um líder que saiba entender os teus momentos menos bons, de fragilidade, porque vão existir muitos. Um líder que te incentive, valorize e vibre com cada conquista tua, por mais pequena que seja.


Hoje em dia, a Cidália é apaixonada pela venda direta e por dar formação e apoio a quem se interessa por este tipo de negócio. Se quiseres saber mais sobre a venda direta, podes contactar a Cidália através do Facebook ou do Instagram.