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Viajar com crianças: carimbar o passaporte depois da maternidade

Viajar com crianças é um tema muito debatido entre pais e amantes de viagens. Será possível viajar com crianças, desfrutar e ainda fortalecer os laços familiares? Ou será só motivo para ganhar cabelos brancos, rugas e vontade de nunca mais por os pés num avião?

Ultrapassando as questões económicas, o principal motivo pelo qual a maioria das famílias não se atrevem em viagem é o receio de que as crianças (e, consequentemente, os pais) não consigam desfrutar. A solução está, muitas vezes, na forma como vemos as coisas. Viajar a dois (ou sozinha) não é em nada semelhante a viajar com crianças. Os tempos e os interesses delas são completamente diferentes dos nossos. Cabe-nos a nós adaptar os destinos e programas e ter a capacidade de encaixe (e ligar o descomplicómetro!).

Para quem anda a adiar aquela viagem especial há tanto tempo, ficam algumas dicas para pôr em prática já nas próximas férias.

A desculpa perfeita para abrandar

Primeira lição: desacelera. Muda o teu ritmo. Não te sobrecarregues com listas de coisas a fazer e locais a visitar. Aproveita mais e planeia menos. As crianças não conseguem acompanhar o ritmo frenético dos adultos – nem querem. Ainda têm curiosidade por tudo o que os rodeia, por isso é muito fácil perderem-se em pequenos pormenores que para nós, adultos, passam despercebidos. Os filhos são a desculpa perfeita para reaprendermos a tirar prazer das pequenas coisas e vivermos de forma mais consciente.

Sê mais flexível nos períodos de férias

Viajar no verão é mais agradável e há celebrações que são mesmo imperdíveis, mas a flexibilidade é uma peça-chave para conseguir viajar mais descansada e de forma mais económica. Podes aproveitar os períodos de época baixa, como os primeiros meses do ano ou em Outubro/Novembro. Claro que, se os teus filhos tiverem em idade escolar, a este planeamento tem de juntar o fator aprendizagem – irão perder muita matéria? Conseguirão recuperar no futuro? – mas, se ainda não for o caso, estes são os períodos ideais para partir à aventura.

Sair da rotina sem quebrar os hábitos

Mantém algumas rotinas, como a sesta ou a hora de almoço. Ainda que uma viagem seja momento para sair do ritmo quotidiano, há pequenas rotinas que são muito importantes para manter os mais pequenos relaxados e felizes. Sem exagerar, leva aqueles objetos que são de referência para a criança. Embora desfrutem da novidade, demasiadas coisas novas podem colocar o instinto de sobrevivência da criança em alerta. Afinal, todos nós temos medo do desconhecido. Manter os hábitos, ainda que num local e horário diferente, vai permitir à criança encontrar o seu equilíbrio.

O longe faz-se perto: voos noturnos

Mesmo as viagens com destinos mais distantes podem ser prazerosas para todos se tivermos os trunfos certos. Em voos longos, opta pelos horários noturnos. Leva na mala os objetos de conforto da criança (um peluche, a chucha, uma mantinha…) para que se sinta suficientemente confortável e durma pelo menos durante uma parte da viagem. Se houver escalas, garante que o tempo entre cada voo te permite fazer tudo com calma, sem correrias, e que reservas uns bons minutos para os mais pequenos libertarem a energia, antes de voltar a entrar para o avião.

As questões práticas: vacinas, medicação e passaporte

Não te esqueças do mais óbvio: a documentação. Os passaportes das crianças têm uma validade muito mais curta do que os dos adultos. Assim, quando começares a planear uma viagem, verifica se é necessário renovar a documentação. Consulta o teu médico de confiança para que te possa aconselhar sobre vacinas e medicação de urgência. Não há nada mais reconfortante do que saber que temos a resposta certa se surgir algum imprevisto.


Se ainda precisas de ser convencida, sugerimos-te que procures inspiração no casal que largou tudo para viajar à volta do mundo com os 3 filhos.

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