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Carreira

Vamos falar sobre estratégia(s)?

Estratégia: essa palavra que às vezes parece uma coisa inatingível ou demasiado difícil para sermos nós a fazer.

“Estratégias de como educar os nossos filhos”, “Estratégias para se saber organizar melhor”, “Estratégias para perder a barriga”. Vivemos assoberbadas de estratégias que raramente conseguimos aplicar. Tudo vindo de experts, que muitas vezes só sabem como o fazer por um motivo: porque puseram mãos à obra e fizeram!

Parece que a estratégia só pode ser aplicada por quem sabe muito sobre o assunto… e alguns gostam que seja visto assim, mas a verdade é outra.

Vamos simplificar e ver as coisas como são.

Segundo o dicionário de língua portuguesa Priberam, estratégia significa ” Combinação engenhosa para conseguir um fim”. Ora, segundo esta definição todos conseguimos fazer, certo? Até as crianças inventam combinações engenhosas para alcançarem os seus fins! E são bem criativos!

Claro que a estratégia pode ser algo simples ou algo bastante complexo mas quando falamos do nosso dia-a-dia, de pequenos negócios, de marcas pessoais, a estratégia aprende-se fazendo! Como tudo na vida aliás!

A organização diária, semanal, mensal e anual deve fazer parte. Hábitos de organização diários ajudam-nos a ter mais tempo para nós, para a família e para sermos mais criativas.

O primeiro passo para uma estratégia bem sucedida é a organização.

Estruturar ideias e ações, distribuídas numa linha de tempo, ajuda-nos a perceber onde podemos melhorar, como podemos fazer diferente e planificar.

O sistema de objectivos SMART (que significa Specific, Measurable, Attainable, Realistic e Timely) é excelente. Desconstruindo um pouco este método, significa que os nossos objectivos devem ser bastante Específicos, devemos ter uma forma de Medir os resultados, devem serem Alcançáveis, devem ser Realistas e com uma definição Temporal. 

Um exemplo SMART pode ser: Quero ter as refeições da semana todas preparadas ao domingo. É especifico, a medição é feita pelo facto do objectivo ser cumprido ou não, é alcançável, é realista e tem uma linha de tempo.

Um exemplo de um objectivo que não SMART seria: “Quero ganhar o primeiro prémio do Euromilhões, esta sexta-feira”. Pode ser um objectivo específico (primeiro prémio), conseguimos medir o seu sucesso (ganhar ou não),  existe uma probabilidade de alcançar, temos uma data específica, mas não é realista pois não somos nós que controlamos!

Um objectivo SMART deve ter em conta diversas variáveis, incluindo aquelas que nós conseguimos controlar.

O segundo passa por estudarmos o Mercado (ou o que está ao nosso redor), ver o que há de semelhante, como fazem os nossos concorrentes, como fazem outros negócios ou pessoas que gostamos?

Devemos reflectir sobre isto e escrever, pois a escrita é uma boa aliada do pensamento e da criatividade. Colocar no papel como vemos os outros, o que fazem bem e mal, ajuda-nos à auto-reflexão e ajuda-nos a avançar.

Depois analisar como se comportam os consumidores (ou a quem se destina a estratégia). Onde estão presentes? O que gostam? Pelo que se interessam? Quais as suas tendências?

Após reflexão sobre os pontos acima, devemos olhar para dentro (de nós, do nosso negócio, da nossa marca) e perceber onde pudemos mudar? Estamos a ser iguais a tudo o que já existe (ou ao que sempre fomos)? O que precisamos de alterar? O que precisamos de inovar? Onde faz sentido eu estar presente e de que forma?

A Estratégia, para negócios e para a vida, só é bem sucedida quando, depois de definidos os passos acima, vamos lá e fazemos. Vamos lá e aplicamos, tentamos, erramos, reconstruímos. Fazemos diferente, tornamos o que nos é difícil em hábito e o que é hábito em passado.


E vocês? Estão prontas para por mãos à obra? Consulta os materiais grátis, onde encontras ferramentas para te ajudar na estratégia.