contraceção
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Qual o método de contraceção ideal para mim?

Aviso: não somos médicas e este artigo baseia-se apenas no conhecimento comum sobre os diferentes meios de contraceção e nas nossas experiências pessoais.

Um dos passos na entrada da vida adulta, pela mulher, é marcado pelo início da vida sexual e a escolha de um método contracetivo. Embora, numa fase inicial, muitas mulheres sejam direcionadas para a pílula, é após a maternidade que a maioria das mulheres se interessa mais sobre o assunto da contraceção.

A pílula e os seus efeitos

Não é fácil tomar uma posição em relação à pilula. Entre os mitos que ainda permanecem na cabeça de muitas mulheres (que fica mais difícil engravidar quando se toma a pílula, que se deve fazer um ciclo de paragem de toma…), a verdade é que a indústria farmacêutica evoluiu bastante nos últimos anos e existem cada vez mais variedades no mercado, com diferentes combinações hormonais.

A pilula, além de método contracetivo, é um símbolo da liberdade feminina. Apresentada ao mundo em 1956, foi introduzida em Portugal em 1962 e veio libertar a mulher para viver a sexualidade de uma forma mais aberta, sem medo de engravidar.

Não existe uma ciência exata por detrás da escolha da melhor combinação hormonal para cada mulher. Trata-se de uma descoberta de tentativa-erro (salvo, claro, casos específicos). É importante referir que a pílula não previne Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), pelo que será o método a escolher apenas se se tiver um parceiro fixo.

O DIU – de cobre ou hormonal?

O DIU (Dispositivo Intra Uterino) pode ser de um de dois tipos diferentes: de cobre ou hormonal. Enquanto o primeiro forma uma barreira física que impede a passagem do esperma para o óvulo, o segundo atua por inibição hormonal, tal como a pílula. A diferença é que este sistema não necessita de toma diária e permanece no corpo durante algum tempo.

Em ambas as opções, este sistema requer um médico para a sua colocação. Algumas mulheres relatam dor e desconforto no momento da colocação e nos dias seguintes. Embora raro, existem também casos em que o DIU de cobre se move dentro do organismo da mulher, perdendo a eficácia contracetiva.

Este é o método que muitas mães escolhem para evitar a conceção. Por ser um método intrusivo, recomenda-se apenas a quem já tenha tido um ou mais partos.

O bom e velho amigo preservativo

O preservativo continua a ser o método mais seguro. Com cerca de 99% de eficácia na contraceção, é também o único sistema de proteção contra DSTs. Existe na versão feminina e masculina, sendo que a última opção é mais barata, mais acessível e mais cómoda.

Existe a crença de que, usando o preservativo, o homem tem menos prazer durante a relação. Não poderia estar mais errada. Além de existirem, hoje em dia, várias tipologias diferentes (e algumas que até podem aumentar o prazer), a relação sexual não se esgota apenas com a penetração, pelo que este argumento é datado, ridículo e egocêntrico.

E muitos mais…

Existem outras opções no mercado (menos divulgadas, menos acessíveis ou menos estudadas). Mas há uma coisa que não muda: seja qual for o método contracetivo que uses, é preciso que saibas ouvir o teu corpo. Aprende a interpretar os sinais que ele te envia, dedica-te a conhecer o teu organismo como se de uma nova língua ou um hobbie se tratasse.

“Cuida do teu corpo, ele é o único lugar onde tens de viver para sempre” – Jim Rohn


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