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Carreira Maternidade

“As Mulheres em Portugal, hoje” – O Estudo

Não é novidade que as mães em Portugal passam, ou já passaram, por momentos de grande stress, exaustão e sobrecarga de trabalho, seja ele no emprego e/ou em casa. O  que é (uma boa) novidade é o debate e importância que se tem dado ao tema nos últimos tempos e que esperamos que se mantenha até que algo efectivamente mude, de forma a tornar a vida das mulheres portuguesas mais equilibrada.

O estudo apresentado ontem pela Fundação Manuel Dos Santos, é fundamental para trazer para cima da mesa a crua realidade, em forma de números, como muitos governantes e empresas certamente precisam para que o óbvio seja aceite.

De uma forma genérica, este Estudo reflecte aquilo que sentimos na pele todos os dias: desdobramos-nos para chegar a todo o lado, temos um trabalho a tempo inteiro que é menos remunerado que o de um homem na mesma posição, realizamos a maior parte das tarefas domésticas, tomamos conta dos filhos assegurando que nada lhes falha (levar e buscar à escola, acompanhar nos estudos, fazer refeições, levá-los a atividades extra-curriculares, acompanhá-los a consultas médicas…) e no final do dia sentimos-nos infelizes com o trabalho que temos e exaustas, sem tempo para nós.

Tempos de mudança

A maternidade torna as dificuldades diárias mais evidentes mas também nos traz uma grande urgência na resolução destas problemáticas: temos ambições e queremos trabalhar mas também queremos estar presentes para os nossos filhos e ter tempo para nós. É por isso que tantas mães decidem mudar de vida após terem os seus filhos: não é só uma questão de mudança “para se ser mais feliz”, na maioria das vezes é mesmo um grito de desespero e uma necessidade física por nos sentirmos a entrar em “burn-out” e precisarmos de estar bem para os nossos filhos. Começamos de facto a equacionar se o que nos pagam valerá mesmo a pena por tudo o que estamos a perder.

O risco de mudança é grande e os medos são muitos. Olhando para os números que o estudo apresenta vemos que aquilo que as mulheres portuguesas, entre os 28 e os 34 anos, dão mais valor num emprego é a facilidade de conciliar a sua vida pessoal com a profissional. Curiosamente, dentro deste grupo, apenas 7% considera que o mais importante é o vinculo/estabilidade contratual. Talvez por começarmos já a perceber que tudo muda, que o que hoje nos é certo amanhã poderá não ser e que no final do dia o que importa é a vida familiar. Então porque não arriscar e mudar?!

 

Repartimos as contas, mas não o trabalho

Quase parece que nós, especialistas em gestão de “tudo-em-uma”, não sabemos gerir bem a equipa que anda lá por casa, mas é de facto um pouco isso. É que quando falamos de finanças, a mulher contribui activamente para as despesas familiares, no entanto a maioria dos homens continua a ter um papel passivo nas tarefas que desempenha em casa. É sem dúvida uma questão cultural mas cabe-nos a nós mães começar a ensinar os nossos filhos a agir de outra forma. O facto de termos sido educadas a aceitar essa passividade não significa que não possamos ser nós a marcar a diferença na educação que damos. A nossa atitude de “deixa estar que eu faço” deixa pouco espaço à aprendizagem masculina e retiramos até alguma da confiança que eles possam ter quando (finalmente) tomam iniciativa.

 

Conclusões do estudo “As mulheres em Portugal, hoje”

 

Se não tiveste oportunidade de ver a Conferência sobre este estudo, VÊ AQUI.

 

Por fim, deixamos-te com uma frase inspiradora de Laura Sagnier sobre este estudo:

É importante que as jovens portuguesas concluam isto do estudo: quanto maior for a sua formação, maior será o seu rendimento, mais dividirá tarefas com o/a parceiro/a, mais poderá trabalhar a part-time, etc.

 


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